Anatomia sexual feminina

 

O conjunto de órgãos genitais femininos é dividido em externos e internos.

Órgãos genitais femininos externos

Devido à repressão da sexualidade, um grande número de mulheres nunca examinou atentamente sua própria anatomia genital. Para conhecê-los bem as mulheres devem pegar um espelho e se agachar, abrir as pernas, e colocar o espelho no chão, entre as duas pernas. Examinem durante alguns minutos seus órgãos genitais e identifiquem as várias estruturas anatômicas.

Toda essa área dos órgãos genitais que está sendo vista é conhecida como vulva, ou genitália externa. Há várias estruturas formando a genitália:
Clique nesta imagem para vê-la ampliada
Monte de Vênus: é a área acima do osso púbico, geralmente coberta de pêlos.

Lábios: são duas estruturas duplas que cercam as aberturas da vagina e da uretra.

Lábios externos ou grandes lábios: são grandes dobras cobertas de pêlos.

Lábios internos ou pequenos lábios: são estruturas sem pêlos, que contém uma maior concentração de terminações nervosas. Na parte central existem três orifícios: a uretra, a vagina e o ânus.Clique nesta imagem para vê-la ampliada

Os pequenos lábios formam uma capa de pele que cobre a ponta do clitóris.

Clitóris: sua maior parte não pode ser vista, pois sua haste é localizada internamente. A única parte visível é a ponta, do tamanho aproximado de uma ervilha, também conhecida como glande clitoriana. Localiza-se logo abaixo do ponto em que os pequenos lábios se encontram, e na maioria das mulheres é extremamente sensível ao toque e à pressão.

O meato da uretral, por onde sai a urina, está na linha média entre o clitóris e o orifício da vagina, que, apenas na espécie humana, é fechado parcialmente por uma membrana chamada hímen. O hímen é perfurado, tendo um orifício, de forma e dimensão variáveis de mulher para mulher, que permite a saída do sangue menstrual. A distância entre o orifício vaginal e o clitóris é em média de 3,5cm.

O períneo é a área da pele sem pêlos entre a base dos lábios e o ânus. Embora muitas mulheres não se dêem conta disso, o períneo é muito sensível ao toque e à pressão, devido à sua rica enervação.

A parte externa do ânus é enervada pelos ramos do nervo pudendo, que chegam às outras partes da genitália feminina. Aí existem também fibras sensitivas que, quando estimuladas, podem ser extremamente prazerosas.



Órgãos genitais femininos internos

A genitália interna feminina é formada pela vagina, colo do útero, útero, trompas de falópio e ovários.

Clique nesta imagem para vê-la ampliada

Vagina

Formada por uma série de músculos, mede de 7 a 10 cm de comprimento. Possui suas paredes extremamente vascularizadas e, durante a fase de excitação máxima produz um líquido lubrificante. A vagina é um orifício virtual, ou seja, suas paredes são coladas, e se abrem na hora da excitação.


Colo do útero

É localizado no fundo do tubo vaginal, e existe nele um orifício que permite a entrada dos espermatozóides na trompa. Suas glândulas secretam um muco transparente e que, no período de pico ovulatório, ou seja, por volta do 14º dia após a menstruação, liberam um muco cristalino indicativo de que a mulher está ovulando. É nesse período que a concepção pode ocorrer se a mulher tiver tido relações sexuais. Por medida de segurança, se não interessar a gravidez, as relações devem acontecer dez dias antes e depois dessa fase.


Útero

Geralmente tem o formato de uma pêra invertida. É constituído de fibras musculares e coberto internamente por uma membrana chamada endométrio, que, dependendo das variações estrogênicas, durante o ciclo menstrual, apresenta-se pregueada e que, em torno do 28º dia do ciclo, sob ação dos hormônios, desprende-se e descama, formando o que conhecemos por menstruação.


Ovários

São as glândulas sexuais femininas ou gônadas, responsáveis pela produção total de 200 mil óvulos durante a vida de uma mulher. Além disso, segregam hormônios - os estrógenos e a progesterona - que determinam as características sexuais secundárias femininas.

A cada mês, no meio do ciclo menstrual, um óvulo é liberado pelo ovário e inicia uma viagem pelo corpo da mulher descendo em direção ao útero pelas Trompas de Falópio, onde poderá ser fertilizado pelo espermatozóide, dando origem à célula-ovo.

Quando o óvulo não é fertilizado, naturalmente rompe-se e é absorvido pelas células da trompa de Falópio. O endométrio (o "forro do útero") deixa de se preparar para a fecundação e o volume de hormônio diminui. O endométrio se desintegra sem os hormônios que o sustentam e desce a menstruação. As placas de sangue escuro que aparecem no fluxo menstrual são os resíduos do endométrio.